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Outubro Rosa

Detecção Precoce

29/10/2015

O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura.

É importante que as mulheres fiquem atentas a qualquer alteração suspeita na mama. Quando a mulher conhece bem suas mamas e se familiariza com o que é normal para ela, pode estar atenta a essas alterações e buscar o serviço de saúde para investigação diagnóstica.

A orientação atual é que a mulher faça a autopalpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem necessidade de uma técnica específica de autoexame, como preconizado nos anos 80. Essa mudança surgiu do fato de que, na prática, muitas mulheres com câncer de mama descobriram a doença a partir da observação casual de alterações mamárias e não por meio de uma prática sistemática de se autoexaminar, com método e periodicidade definidas.

A detecção precoce do câncer de mama pode também ser feita pela mamografia, quando realizada em mulheres sem sinais e sintomas da doença, numa faixa etária em que haja um balanço favorável entre benefícios e riscos dessa prática (mamografia de rastreamento).

A recomendação no Brasil, atualizada em 2015, é que mulheres entre 50 e 69 anos façam uma mamografia a cada dois anos. Essa é também a rotina adotada na maior parte dos países que implantaram o rastreamento do câncer de mama e tiveram impacto na redução da mortalidade por essa doença.

Os benefícios da mamografia de rastreamento incluem a possibilidade de encontrar o câncer no início e ter um tratamento menos agressivo, assim como de menor chance de morrer da doença, em função do tratamento oportuno. A mamografia de rastreamento implica também em certos riscos que precisam ser conhecidos:

1) Resultados incorretos:

- Suspeita de câncer de mama, que requer outros exames, sem que se confirme a doença. Esse alarme falso (resultado falso positivo) gera ansiedade e estresse.

- Câncer existente, mas resultado normal (resultado falso negativo). Esse erro gera falsa segurança à mulher.

2) Sobrediagnóstico e sobretratamento: ser diagnosticada e tratada, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama,) quimioterapia e radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama.

3) Exposição aos Raios X (raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição).

A mamografia diagnóstica, com finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama, pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico.

A mulher que tem risco elevado de câncer de mama* deve conversar com o médico para avaliar a particularidade de seu caso e definir a conduta a seguir. Até o momento não há uma recomendação padrão para este grupo.

 * Mulheres com histórico de casos de câncer de mama em familiares consanguíneos, sobretudo em idade jovem; de câncer de ovário; ou de câncer de mama em homem são consideradas de risco elevado para a doença.

 

APMP e Outubro Rosa

Este é o segundo ano em que a APMP e a PROMED realizam ações no Outubro Rosa. Neste ano, a campanha tem o apoio da Zarroe Eventos e possui duas ações principais. A primeira é a divulgação diária, durante esta semana (26 a 31 de outubro), de informações quanto à prevenção ao câncer de mama e a segunda é a arrecadação de lenços de cabelo para doação a mulheres em tratamento contra a doença.

 

Lenços de Solidariedade

A APMP esta arrecadando lenços de cabelo para mulheres que estão em processo de tratamento contra o câncer. As doações podem ser realizadas de 26 a 30 de outubro, na sede administrativa da APMP, localizada na Rua Mateus Leme, 2018, Centro Cívico, em Curitiba. Toda a arrecadação será destinada a instituições que ajudam mulheres no tratamento da doença.

As primeiras 10 doações ganharão um broche com uma fita de cetim cor-de-rosa.

Convidamos as associadas a participar da campanha e, mais importante, todas que se encontrarem entre 40 e 69 anos de idade são estimuladas a fazer o exame mamográfico. Vale lembrar que, com a detecção precoce do câncer de mama, as chances de cura para a doença aumentam muito. Um toque, um exame, uma prática simples e que pode salvar uma vida!

Saiba mais sobre a campanha aqui.

 

Com informações: Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva